
Depois da Chuva
Vozes de um Brasil que Ainda Resiste
Por Ana Igansi
Depois que a água recua, o que resta?
Não é apenas o barro nos pés.
É o silêncio que grita.
É o vazio das paredes que abrigavam histórias.
É a voz dos esquecidos — que ainda resiste.
Neste livro comovente, Ana Igansi transforma tragédia em literatura, dor em ponte, e silêncio em voz. “Depois da Chuva” não é apenas um conjunto de crônicas sobre uma catástrofe climática. É uma travessia humana. Um espelho de um país que ainda precisa aprender a cuidar dos seus.
Entre relatos reais, memórias borradas pela lama e esperanças plantadas no barro, a autora costura um mosaico de vozes — crianças que perderam brinquedos, mães que já não dormem, idosos esquecidos, voluntários que lavam pés, poetas que escrevem com enxurradas. Tudo com a delicadeza de quem escreve não com a razão, mas com o coração inundado de compaixão.
Inspirada por pensadores como Viktor Frankl, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Emmanuel Levinas, Rubem Alves e Ailton Krenak, a obra mergulha em reflexões filosóficas, psicológicas e sociais — sem nunca perder a humanidade de vista.
Cada crônica é um abrigo.
Cada página é um ato de escuta.
Cada voz é um chamado à solidariedade que ainda pode nos salvar.
“Depois da Chuva” é mais do que um livro.
É uma resposta sensível à omissão.
É um manifesto ético em defesa da vida.
É o lembrete de que toda reconstrução começa pelo afeto.
Leia. Sinta. Reflita. Reconstrua.
Porque mesmo depois da lama, há sementes esperando por mãos que ainda acreditem.





