Enquanto Ainda Estou Aqui
Enquanto Ainda Estou Aqui – Ana Igansi Um livro que é mais que leitura —…
Em sua autobiografia Finding Me, ela revisita uma infância marcada pela pobreza, racismo e traumas, e nos ensina que é possível reconstruir a própria história com coragem, dignidade e amor-próprio.
Uma leitura que atravessa a alma e desperta o que há de mais humano em nós.
Em Busca de Mim — Viola Davis
Resumo da obra:
Na autobiografia Em Busca de Mim, Viola Davis compartilha com profunda honestidade a sua trajetória de vida — desde uma infância marcada por pobreza extrema, violência doméstica, racismo, abuso e fome, até se tornar uma das atrizes mais premiadas de sua geração.
Nascida em uma família humilde, filha de um domador de cavalos alcoólatra e uma mãe ativista, Viola cresceu em Central Falls, Rhode Island, em um ambiente insalubre, com ratos em casa e bullying na escola. Viveu situações de profundo abandono e insegurança, físicas e emocionais. Ainda criança, descobriu na arte de representar um refúgio e uma forma de existir com dignidade.
Determinada a mudar seu destino, estudou com esforço, venceu a vergonha de si mesma, entrou na prestigiada Juilliard School e iniciou uma carreira que a levaria a conquistar um EGOT (vencedora do Emmy, Grammy, Oscar e Tony).
Mas o verdadeiro foco do livro não são os prêmios — e sim o caminho interno que ela percorreu para se libertar da dor, reconstruir a autoestima e encontrar sua voz. Com coragem, Viola narra os traumas que carregava no corpo e na alma, e como passou a acolher a própria história em vez de fugir dela. O livro é também uma reflexão sobre identidade, ancestralidade, autoestima e força interior.
Há mulheres que passam pela vida carregando o mundo nas costas e o silêncio no peito.
Elas amam, doam, esperam.
Elas cuidam de todos, mas esquecem de si.
Até o dia em que, em meio aos cacos, percebem que já não cabem nos papéis impostos.
E então, pela primeira vez, ousam olhar para dentro.
Essa é uma homenagem à Viola — mulher de presença firme e alma delicada, que atravessou suas dores e descobriu, enfim, que o amor-próprio também é herança sagrada.
Não se trata apenas de reencontro. Trata-se de renascimento.
O poema a seguir não fala apenas de Viola.
Fala de todas as mulheres que um dia cansaram de se perder para agradar o mundo —
e decidiram, com coragem e doçura, encontrar-se de novo.
Viola Davis não nasceu em um palco iluminado.
Nasceu em um lugar escuro.
Entre os ratos da pobreza, os gritos do medo e o silêncio da invisibilidade.
Nasceu onde as crianças não brincam — sobrevivem.
E, ainda assim, ela floresceu.
“A ferida é o lugar por onde a luz entra em você.” — Rumi
A menina negra, magra, esfomeada, de roupas rasgadas e olhos que carregavam o peso do mundo, já era, sem saber, uma semente de fogo.
Na escola, era zombada. Em casa, era o caos. E no corpo, a memória do que nunca deveria ter sido.
Viola aprendeu cedo que a dor não tem idioma, mas se aloja na alma como se pertencesse.
E aprendeu, com o tempo, que também é possível reconstruir a alma.
“Não é o que acontece com você, mas como você reage a isso que importa.” — Epicteto
Em sua autobiografia Finding Me — “Em Busca de Mim” — Viola não escreve apenas sobre sua história.
Ela escreve sobre todos os que já pensaram que eram pequenos demais para merecer um futuro.
Ela escreve sobre o grito mudo da criança invisível, o medo da mulher que se sente suja por dentro, e a coragem de alguém que decidiu parar de fugir de si.
“O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça.” — Simone de Beauvoir
Viola não quis ser heroína.
Ela quis ser inteira.
E para isso, precisou encarar as partes partidas.
Precisou voltar aos becos da infância, às ruas molhadas de racismo, ao cheiro da fome, à humilhação de não se sentir digna.
E quando olhou para dentro, com verdade, encontrou algo surpreendente: ela ainda estava ali.
“O ser humano é aquilo que ele é capaz de ser.” — Viktor Frankl
Não foram os prêmios que a salvaram.
Não foi o Oscar, o Emmy, o Tony ou o Grammy que curaram sua infância.
Foi a aceitação de que sua história, com todas as dores, também era digna de ser contada.
E mais que isso: digna de ser amada.
Viola Davis nos lembra que não é preciso ser perfeito para ser poderoso.
Que a vulnerabilidade não é fraqueza — é revolução.
E que não se trata de apagar o passado, mas de transformá-lo em ponte.
“As coisas não mudam. Nós mudamos.” — Henry David Thoreau
Hoje, ela não corre mais da menina que foi.
Ela caminha de mãos dadas com ela.
E em sua voz, tantas outras vozes se reconhecem: as caladas, as feridas, as esquecidas — mas não mais.
Porque, como escreveu Clarice Lispector:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Viola Davis desejou o indizível.
E encontrou.
A si mesma.
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